Os desafios enfrentados pelas mães solo no Brasil

Os desafios enfrentados pelas mães solo no Brasil

 

Em meio à emoção das medalhas, as Olimpíadas deram visibilidade a uma questão social muito presente no Brasil: os desafios enfrentados pelas mães solo no Brasil.

Mãe solteira, termo muito utilizado para classificar as mulheres que criam seus filhos sozinhas, é parte desse comportamento nocivo que a sociedade tem em relação às mães solo. Desvincular a maternidade de um estado civil é um primeiro passo em busca de reconhecimento das famílias monoparentais. 

Antes da emoção da medalha da ginasta Rebeca Andrade houve muita luta de dona Rosa Santos, que cria sete filhos sem a ajuda do pai. Essa é a realidade de 11,5 milhões de brasileiras, sendo que mais da metade delas, vive abaixo da linha da pobreza.

No podcast O Assunto, esse tema é amplamente debatido, sobretudo porque os jogos olímpicos nos deram a oportunidade de abrir um diálogo franco sobre os inúmeros preconceitos enfrentados diariamente por essas mulheres.  

O preconceito das mães solo no Brasil

Aliás, por falar em preconceito, mãe solteira – um termo muito utilizado para classificar mulheres que criam seus filhos sozinhas – é parte desse comportamento nocivo que a sociedade tem em relação às mães solo.

Diante disso, um movimento potente passou a defender a desvinculação do estado civil. Ao demonstrar de forma mais adequada, temos uma importante vitória na luta pelo reconhecimento de famílias monoparentais.

Entretanto, o fato de criar os filhos sozinhas não exclui a responsabilidade de governos e da sociedade de dar suporte à essas cidadãs.  

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Além do esporte: tem muita coisa errada que precisa mudar

E cidadania é algo que as mulheres têm que batalhar para conseguir nesse Brasil. O mais recente exemplo foi o absurdo da notícia dos planos de saúde que exigem “autorização” do marido para as mulheres que querem colocar um dispositivo intrauterino (DIU).

Claro que, à primeira vista, enxergamos um ato machista. Entretanto, acho importante vermos que às mulheres negam a existência como cidadãs.

Uma notícia recente da Agência Brasil aponta que o Procon São Paulo está pedindo explicações aos 11 planos de saúde, depois da denúncia. Isso! Você não leu errado… são onze empresas que exigem o preenchimento e assinatura de um termo de consentimento. Que mundo estamos vivendo no qual a mulher não é a senhora absoluta da sua própria saúde reprodutiva?

Qual é a justificativa de uma sociedade que nega à mulher o direito ao pleno exercício da cidadania? E, qual é o motivo dessa sociedade que exalta as mães solo somente quando os filhos delas recebem medalhas?

Estamos diante de um momento no qual muitas questões que envolvem as mulheres devem ser discutidas e alvo de mudanças imediatas. Fica a sensação de que a cada avanço, temos, na sequência, um retrocesso. Mas, não podemos permitir nenhum recuo nos direitos conquistados!