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O voto feminino no Brasil: 89 anos de conquista

O voto feminino no Brasil: 89 anos de conquista

 

Acredito ser de extrema importância lançarmos luz à trajetória de mulheres que nos precederam na luta por uma sociedade mais igualitária. Gosto muito de usar essas efemérides – tal como essa celebração dos 89 anos de conquista do voto feminino – para pesquisar informações sobre essas pioneiras. A força ancestral dessas mulheres precisa ser honrada!

 

A conquista do voto feminino no Brasil e no mundo

Vinte e quatro de fevereiro de mil novecentos e trinta e dois. Esta é a data em que o Código Eleitoral do Brasil passou a assegurar o voto feminino para mulheres casadas – com a autorização do marido – e para viúvas com renda própria. O cenário mudou em 1934, quando o direito feminino ao voto se tornou parte da Constituição Federal.

Estamos falando de 89 anos de uma luta que teve início muitos anos antes: em 1891. Hoje, as brasileiras constituem a maior parte do eleitorado nacional; elas são 52,5% dos eleitores. Na prática, são elas que decidem quem ganha as eleições no país.

No mundo, a primeira nação a promover o sufrágio feminino foi a Nova Zelândia (1893); na França – berço do feminismo e da luta pela universalização dos direitos civis – o voto feminino aconteceu somente em 1945, tornando o país a última das grandes potências modernas liberais europeias a reconhecer tal direito.

Trago esses dados históricos para inspirar reflexões sobre o quanto é recente, no planeta, esse reconhecimento de um direito básico de eleger seus líderes. E de ser uma dessas lideranças.

 

A primeira mulher a ser eleita no Brasil

 

Voltando ao Brasil, acho inspiradora a trajetória de Carlota Pereira de Queirós, uma médica, escritora e pedagoga que se tornou a primeira brasileira a ser eleita deputada federal, tendo participado da Assembleia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935.

Crédito: Aventuras na História

 

Chefe do laboratório de clínica pediátrica da Faculdade de Medicina de São Paulo, em 1932 se envolveu com a Revolução Constitucionalista – movimento que lutava contra o governo de Getúlio Vargas e defendia a elaboração de uma nova Constituição; aliás, a única mulher a assinar o novo texto ao lado de 252 constituintes, todos homens.

 

 

Para se ter a ideia da potência dessa mulher, ela organizou um grupo de 700 mulheres que ajudaram a cuidar dos feridos dos confrontos.

 

Mulheres inspiradoras da História

Acredito ser de extrema importância lançarmos luz à trajetória de mulheres que nos precederam na luta por uma sociedade mais igualitária. Gosto muito de usar essas efemérides – tal como essa celebração dos 89 anos de conquista do voto feminino – para pesquisar informações sobre essas pioneiras.

A força ancestral dessas mulheres precisa ser honrada! Com base nessa crença, a Primavera Editorial está preparando um lançamento voltado a fazer uma homenagem às vozes femininas que se fizeram ouvir nos quatro cantos do mundo. Uma delas é a de Carlota.

Na obra, vamos trazer os discursos proferidos por essas mulheres incríveis que ficaram para a história não apenas como sinônimo de luta, mas de conquistas. Devemos honrar essas gerações que nos precederam. 

Você sabia de tudo isso sobre o voto feminino no Brasil e a importância desta data na história?

 

Lu Magalhães